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Lendo: Liberdade para Vincenzo

Liberdade para Vincenzo

Liberdade para Vincenzo


Em França esta sexta-feira, 2 de outubro, tem lugar em Angers, a audiência de Vincenzo Vecchi que analisará o recurso que deverá decidir a extradição, ou não, de Vincenzo para Itália onde foi condenado a 12 anos de prisão. Como já anteriormente noticiado no Jornal MAPA, o italiano Vincenzo Vecchi foi uma das vítimas da saga repressiva do estado Italiano às mobilizações de Génova contra o G8, em 2001. O próprio Tribunal Europeu dos Direitos Humanos comparou as acções policiais a «actos de tortura» e condenou o Estado italiano por não ter sequer identificado os responsáveis e os protagonistas da violência policial, cuja maior marca foi o assassinato do manifestante Carlo Giuliani.

Vincenzo Vecchi foi condenado, já em 2009, a doze anos e meio de prisão pelo crime de «devastação e pilhagem», crime introduzido pelo Código Rocco de 1930 que permite a condenação sem necessidade de prova de culpa concreta: basta estar presente no local onde decorre a manifestação para que a condenação seja possível, mesmo sem qualquer prova de participação directa nos actos pelos quais é acusado.

Dois mandados de detenção europeus (figura judicial que o Jornal MAPA abordou) pendiam sobre Vincenzo. Um pela manifestação de Génova, de 2001, e outro, veiculado a uma pena de 4 anos, relacionado com a participação numa manifestação antifascista em 2006. Para evitar cumprir essas penas, procurou refúgio em 2011 em Rochefort-en-Terre (Bretanha) onde desde então viveu. A 8 de Agosto de 2019, foi detido pela polícia francesa, em colaboração estreita com os serviços secretos italianos, aguardando extradição para Itália. Durante meses, o tribunal de Rennes não outorgou essa extradição, considerando que os documentos fornecidos pelo Estado italiano eram insuficientes ou deficientes. A 15 de Novembro o Tribunal da Relação de Rennes perante «irregularidades no processo de execução» decidiu que deveria ser posto em liberdade. Em função dessa decisão foi interposto recurso, a qual vai ser agora avaliada pelo Tribunal da relação de Angers.


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