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Lendo: Pelo fim ao fóssil: ocupa!

Pelo fim ao fóssil: ocupa!

Pelo fim ao fóssil: ocupa!


Desde o dia 7 de novembro que 6 escolas em Lisboa se encontram ocupadas por estudantes que exigem o fim ao fóssil.

 

Duas escolas secundárias – Liceu Camões e António Arroio – e quatro faculdades – Faculdade de Ciências, Faculdade de Letras, o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa – são os seis espaços que se encontram ocupados há quase uma semana.

Em entrevista ao Jornal MAPA, Inês Esteves, estudante do 11º ano do Liceu Camões, declarou que, para si, «As manifestações não estão a funcionar, os nossos apelos não estão a funcionar, as nossas greves não estão a funcionar. (…) Se a crise climática está a escalar acho que também devemos escalar com as nossas acções.»

Para além de Inês, outras duas estudantes – Frederica Carrilho e Sofia Vale – explicaram as suas reivindicações: exigem o fim da exploração de combustíveis fósseis em Portugal até 2030; a demissão imediata do Ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, antigo CEO da empresa petrolífera Partex Oil and Gas e, de acordo com elas, uma pessoa «muito aberta à exploração mineira e de combustíveis fósseis»; «o fim à mineração em Portugal e em todo o mundo» e, no caso daquela escola, «o fim à obrigatoriedade dos exames nacionais».

Estes protestos surgem também no contexto do movimento internacional «pelo fim ao fóssil», que lançou um apelo para que, entre setembro e novembro de 2022, estudantes de todo o mundo ocupassem escolas e universidades. Em Portugal, os protestos estão a acontecer paralelamente à COP27 no Egito, e são dinamizados por jovens da pela Greve Climática Estudantil e do Climáximo.

Nos últimos meses as estudantes participaram em várias reuniões para preparar as ocupações, bem como um programa paralelo às aulas. Como exemplos, a ocupação do Camões recebeu a visita de pessoas envolvidas na luta contra as minas no Barroso, para uma conversa sobre «Mineração é transição verde?» e acolheu um concerto do Coro da Achada.

As estudantes contaram que, para dormir, ocuparam o ginásio e, para cozinhar, têm ido a associações vizinhas como a Disgraça ou a Recreativa dos Anjos (RDA). Estão solidárias com as estudantes da vizinha António Arroio, que se barricaram na escola esta quinta-feira dia 10 de novembro. Nesse dia, foram as estudantes do Camões que cozinharam para as outras.

Dia 12 de novembro, dia mundial pela Justiça Climática, irão todas à manifestação «Unir Contra o Fracasso Climático», marcada para as 14h da tarde no Campo Pequeno, em Lisboa.

 


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Jornal Mapa

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