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  • Festa dos 10 anos de Informação Crítica – Jornal MAPA 2012|2022

    Festa dos 10 anos de Informação Crítica – Jornal MAPA 2012|2022

    No dia 17 de dezembro celebramos 10 anos de Jornal MAPA na Cultura no Muro / SMUP na Parede (ao lado da estação dos comboios). Haverá conversas, um leilão de ilustrações, bancas de livros e publicações, petiscos e concertos.

     
    Entrada até às 21h: 5€ | a partir das 21h: 7€
     
    PROGRAMA
     
    15:30
    “Vozes que atravessam muros: Conversa com o colectivo Vozes de Dentro e leitura de cartas de presas”.
    >> Somos um grupo de pessoas presas e pessoas que do outro lado dos muros acompanham e participam, de diferentes formas, nas lutas de presxs e suas famílias. As pessoas privadas de liberdade e especialmente as pobres, racializadas, mulheres, transgéneros e crianças enfrentam condições desumanas, violência física e psicológica nas prisões. Na prisão as discriminações, violências e a exploração persistem e são exacerbadas remetendo as pessoas presas para invisibilidade, abandono social e marginalização. O objetivo deste grupo é visibilizar a realidade obscurecida das prisões através das vozes de dentro e coletivamente desenvolver ações de apoio para quem está dentro.
    @vozes_dedentro
    https://vozesdedentro.noblogs.org/
     
    16:30
    Conversa “Informação libertária e outras cosmologias” (com o Jornal MAPA, editora Antígona, revista Flauta de Luz, jornal A Batalha, e outres por confirmar*)
    >> Que cogumelos nascem na sombra do colapso? Para além de registar as crises das sociedades industrializadas/ocidentais, a informação libertária tem também registado os nossos cruzamentos com outras cosmologias: outras formas de pensar o mundo para além da cultura hegemónica em que somos socializadas. No passado recente tornaram-se especialmente importantes, nas nossas páginas, as filosofias zapatistas, ameríndias e curdas. Estas dialogam, inevitavelmente, com as resistências fragmentadas que surgem nas rachas do capitalismo: os movimentos anti-minas, a contracultura feminista e Queer, projetos comunitários de agroecologia, coletivos anti-carcerários, o afrofuturismo das periferias, entre tantos outros. Como se constrói hoje esta relação entre a informação crítica e outras cosmologias?
     
    18:30
    Cerca de 30 impressões catitas de ilustrações publicadas no Jornal MAPA, de diferentes números e diferentes autorxs, estarão a leilão! São elxs:
    Alexandre Esgaio, Ana Farias, Ana Moura, André Lemos, Beatriz Fonseca, Bruno Borges, Bruno Caracol, Catarina Leal, Catarina Santos, Daniel Melim, Daniela Rodrigues, Dr. Urânio, Emma Andreetti, Gonçalo Duarte, Inês Xavier, Irene Loureiro, João Massano, José Smith Vargas, Laura Marques, M.C., Manuel Buíça, Maria Lis, Miguel Carneiro, Rita Neves, Tidi
     
    21:00
    Concertos
    NEX SUPREMO & OFG
    VIBRATION MATTERS
    SHARP KNIVES
    TRASHBAILE
    MARLON RUIVO

     

  • Está nas ruas o número 32 do Jornal MAPA!

    Está nas ruas o número 32 do Jornal MAPA!

    Está nas ruas o mais recente Jornal MAPA, o último de 2021, com destaque para a Caravana Zapatista pela Vida que tem circulado pela Europa. Destaque também para as mobilizações deste Verão contra a mineração no Barroso, para a acção neo-colonial da Portucel em Moçambique, e para a grande vaga de demissões nos EUA que tem acompanhado a epidemia de Covid-19. Nas páginas interiores, podemos ler sobre o fecho ao público do Parque da Comenda, em Setúbal, sobre os jantares solidários na esplanada do RDA, ou ainda sobre as ligações directas entre a exportação europeia de armas e o movimento de refugiados. Continua a série de entrevistas «Testemunhos do Capitalismo Verde», onde se ouvem comunidades directamente afectadas pela mineração de lítio, e aborda-se também como os governos pretendem confiar a solução da crise energética aos mesmos que a provocaram. A alimentação enquanto escolha política e social merece também destaque, assim como o viés de género de chatbots como a Siri ou Alexa. Neste número 32, desafiamos a história contada sobre Otelo, desconfiamos do projecto legislativo dos «direitos da natureza» e reflectimos sobre o actual contexto de «pós-verdade» numa entrevista à filósofa brasileira Alyne Costa. De novo, o Jornal MAPA documenta a história da falsificação como forma de resistência, e oferece uma secção cultural com análises de livros (“O Bode Expiatório”, de René Girard, e “Contra o Leviatã, Contra a Sua História”, de Fredy Perlman), discos (re-edição dos singles dos Aqui D’el Rock) e poesia. O número 32 fecha com Ana Rita Serra fazendo um ponto de situação das políticas de habitação e da sua persistêncoa em ser guião do racismo estrutural português, e com José Smith Vargas a desenhar-nos um unboxing do jogo «Autonomia Zapatista», cuja venda contribuiu para financiar a Caravana Zapatista.

    Tudo isto pode ser comprado em qualquer dos pontos de venda do Jornal MAPA [https://www.jornalmapa.pt/distribuicao/], ou no conforto da tua gruta, se fores assinante [https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal].

     
  • Música Sem Filtros

    Música Sem Filtros

    Música Sem Filtros (vol.1) é a primeira do que se pretende que sejam várias compilações de diferentes artistas e projetos que se identificam com o Jornal MAPA. A ideia é juntar mais uma vez a música e a informação crítica. Cada um@ participa com a doação de um tema próprio, revertendo as receitas desta compilação para o MAPA, descarregando as músicas através da página no Bandcamp.

    Se quiséssemos olhar às origens do jornal, iríamos certamente encontrar gente que se terá cruzado num concerto numa okupa, num qualquer outro espaço animado pelo espírito punk do Faz Tu Mesmo (DIY), ou num bairro de auto-construção das periferias de Lisboa, epicentros de culturas e de lutas. Foram momentos à volta da música livre e comprometida que deram asas ao espírito libertário do qual, anos depois, veio a resultar o MAPA. Por isso, é sabido que haverá sempre uma ligação umbilical da informação com a música. Do Punk, Metal, Rock ao Hip Hop, Reggae, Folk ou à Música Portuguesa Popular, a dita «música de intervenção» – da mais ativista à mais pessoal – não é uma categoria para ser arrumada numa gaveta perdida no tempo, antes persiste nos nossos dias com muita denúncia mas também com muito gozo, lazer e prazer. A criação, à margem do mercado e da indústria musical, é só por si um dos mais belos atos de rebeldia.

    Nesta primeira compilação – já depois da re-edição em CD da k7 VIVER / FESTA, dos C.O.M.A., um coletivo Hip Hop de Carcavelos de finais de 1990, originalmente editada em 1998 – vamos encontrar o rap de Karlon Krioulo, Calla La Orden, Bruce Gee e Boss, juntamente com a rudeza de Scúru Fitchádu, o punk rock de Anarchiks, Albert Fish, Sharp Knives ou o reggae de Freddy Locks.

    KARLON nasceu na Pedreira dos Húngaros e é descendente de cabo-verdianos. Está ativo na cena desde a década de 1990, quando ajudou a fundar os NIGGA POISON, e pode ser considerado um dos veteranos do Hip Hop crioulo em Portugal. Desde essa altura, nunca mais parou e foi criando as suas próprias estruturas, como a editora Kreduson Produson, que celebra hoje os seus 20 anos. Do mesmo modo, BOSS situa-se entre os pioneiros do rap criolo das periferias de Lisboa, oriundo do B.F.H. (Bairro das Fontainhas) e ativo nos MENTIS AFRO, que reclama como sua base o respeito, a solidariedade e a entreajuda. Valores que surgem, nas palavras de Boss, na vida do bairro acossada pela «exclusão social, o abuso policial e as cicatrizes que nos marcaram na perda dos nossos manos nas mãos da policia». Das cumplicidades de quem não se cala, veja-se BOSS ao vivo na Casa Viva no Porto em 2015, junto com os companheiros de Burgos CALLA LA ORDEN, rap anarquista que marca presença igualmente nesta compilação. E, neste mesmo diapasão de hip hop da Música Sem Filtros, junta-se BRUCE GEE, que se apresenta como rapper/ativista Luso-Angolano que compõe as suas músicas com o intuito de informar das injustiças sociais em Angola.

    SCÚRU FITCHÁDU dá voz, igualmente através do crioulo cabo-verdiano, à crescente tomada de posição de critica social das comunidades de descendência africana, através do seu Electro Funaná Punk Hardcore que não tem deixado ninguém indiferente. Como referia ao Jornal MAPA, «sendo filho de uma geração que veio de África na década de 1970, mas nascido em Portugal, vivi na primeira pessoa situações de racismo, verbalmente como fisicamente. Nesta altura, e trabalhando na cultura, vejo racismo todos os dias, que parte de um racismo estrutural. A cultura parece ser um bem comum a todos e que une comunidades. Mas o que vemos é uma capinagem e apropriação cultural para o sumo económico, tudo embrulhado num papel paternalista. O racismo vem camuflado.» Por sua vez, no punk rock no feminino das ANARCHICKS que aparece nesta Música Sem Filtros, somos devidamente avisados da sua irreverência e atitude. No seu recente No Freedom Under Fascist Rules alertam para como «quando, na penumbra e na calada da noite, sentimos o bafejar fétido de um fascismo que pensávamos adormecido, tornou-se urgente lembrarmos que um mundo sem liberdade é um mundo incompleto, violento e que não serve uma sociedade de pessoas iguais nos seus direitos.»

    Em igual e sempre marcada e declarada posição antifascista, encontramos os ALBERT FISH, no ativo desde 1995 e uma referência de sempre do streetpunk e do hardcore português. São perentórios: «Não dissociamos a banda, o punk com que nos identificamos, de uma componente de intervenção social.» O mesmo sucede com os SHARP KNIVES, o anarcopunk folk gerado em Lisboa que dispensa a eletricidade para mostrar a energia da música, ao transpor, como referem, «as nossas esperanças, medos, dúvidas, frustrações, inconsistências e sonhos para as palavras, gritando-os em voz alta como auto-empoderamento, viajando e brincando» e, assim, criando «uma rede de afinidade de amigos, ao mesmo tempo que nos unimos contra todas as formas de autoridade, coerção e opressão». Por fim, resta falar ,nesta primeira compilação do Jornal MAPA, do reggae de FREDDY LOCKS que, a partir do punk e depois no reggae, canta e toca desde 1997 e nunca descurou a importância da atitude interventiva da música e da sua importância para nos aproximarmos em comunidade.

    musica sem filtros

    O nosso desejo de construir comunidade em liberdade é, nesse sentido, o ponto de encontro da música e da informação sem filtros que ouvimos e lemos e a partir da qual não podemos mais deixar de agir.

  • Está aí o número 31 do Jornal MAPA

    Está aí o número 31 do Jornal MAPA

    A edição #31 do Jornal MAPA (Julho/Setembro) aborda o Extrativismo e o que este representa num mundo apos­tado na transição energética. Lançamos uma conversa com Godofredo Pereira, que se tem debruçado sobre as relações entre as violações de direitos humanos e violência ambiental, e a entrevista deste último a Roland Humire Coca, líder indígena de Atacama, no Chile – coração da extração do lítio. Quanto à contestação da mineração em Portugal, refletimos sobre a falácia da avaliação ambiental e da «participa­ção cidadã». Falamos das centrais fotovoltaicas no Alentejo, das Linhas de Muita Alta Tensão no Minho, da exploração de lítio na Estremadura espanhola e do GNL, o gás fóssil que chega a Sines na pegada climática trazida pelos navios metaneiros. No percurso dos territórios devastados, abordamos as Lutas Agrárias no Sul: envoltas no «mar de plástico» das estufas, ou no «deserto verde» das monoculturas, e imersas na exploração dos trabalhadores migrantes. Está assim feita a ponte para uma entrevista a Federico Pacheco, do Sindicato Andaluz de Trabajadores/as (SAT).  

    Assim metidos neste #31, celebramos o encontro deste verão com a Viagem Zapatista pela Vida e recordamos outras histórias de resistência: o encontro de Kaminsky com Hipólito dos Santos e a arte da falsificação; na cidade do Porto, o novo fôlego do Musas; no Algarve, a história dos «maios» e das festividades operárias e primaveris, e ainda a ginga da roda de Capoeira. Nas 48 páginas de degustação lenta do Jornal MAPA, prosseguimos com Júlio do Carmo Gomes numa crítica à democracia liberal, por entre outras crónicas e recensões várias e, por fim, convidando a antecipar o filme documental que recorda Alcindo Monteiro e nos transporta ao racismo impregnado em Portugal. Leituras ao alcance de um bem vindo e necessário apoio das assinaturas válidas por 6 edições [ https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/ ], ou uma visita aos lugares cúmplices de venda do MAPA [ https://www.jornalmapa.pt/distribuicao/ ] que, uma vez mais, partilhamos convosco.

  • Terra Batida – Lutas pelo Território

    Terra Batida – Lutas pelo Território

    Já anda por aí a edição suplementar do Jornal Mapa em parceria com o projeto Terra Batida (Parasita e pela Buala) e que está disponível nos eventos a decorrer no Festival Alkantara. Edição extra que os assinantes irão receber a partir da próxima semana junto com MAPA #29.

    Nesta edição de 16 páginas em torno das Lutas pelo Território, com capa ilustrada por Bego Claveria, Marta Lança e Rita Natálio apresentam “Estratégias para acarrar: Terra Batida”, uma sumula do projeto de artes e intervenção em curso; do Jornal MAPA Téofilo Fagundes lança “uma perspectiva libertária sobre a Luta contra a MIneração” e Filipe  Nunes dá conta de uma serie de lutas em torno da poluição das águas e conta a história dos protestos desde a década de 1950 no Rio Alviela; e reflecte ainda sobre as transformações da paisagem no Alentejo em “devedores à Terra”. No âmbito das residências Terra Batida, Ana Rita Teodoro e Alina Ruiz Folini propõem um oráculo para “ler Seres Vegetais” e religar alimento e afeto; Silvia das Fadas, a partir do anarquista Gonçalves Correia que lhe inspirou o filme “Luz, Clarão, Fulgor” escreve uma “Carta aos Rurais. Defensores da Terra chamados a cuidar da Terra” e Joana Levi, a propósito da performance Rasante, escreve sobre cegonhas em “Lixo Humano, Território Animal”.

    O mote desta edição comporta em «território» o desafio de se ultrapassar a redutora dimensão ambiental dos conflitos, sublinhando o lado social e a capacidade transformadora que estes processos desencadeiam. Nas comunidades e na relação humana com a natureza, seja ela individual ou coletiva. No potencial de subverter hierarquias ou os primados cegos da economia industrial. Na possibilidade de se regenerar a paisagem a partir da participação plena e direta das pessoas e de observação atenta do que os demais seres nos comunicam, integrando esse saber natural no ato humano que é hoje uma «paisagem».

    Este sentido de Lutas pelo Território lança ainda o desafio de ir além do nicho do ativista ambiental e do corpo técnico que lhe é acoplado. Ambas as dimensões, do ativismo e da argumentação científica, não são despiciendas, longe disso, mas encerrar uma luta nesse círculo é condenar o seu verdadeiro alcance popular. O envolvimento das populações nas lutas de mineração é disso o exemplo mais recente de como as lutas pelo território comportam um significado que emerge para lá do conflito ambiental. 

  • Está nas ruas o jornal MAPA

    Está nas ruas o jornal MAPA

     

     

    Está aí a 27ª edição do Jornal MAPA (Maio-Julho). Como não podia deixar de ser, com uma parte considerável dedicada a este novo mundo da pandemia de Covid-19. Há um foco sobre as transformações sociais, politicas e económicas em curso, sobre o medo e sobre as iniciativas de apoio mútuo. Falamos das cantinas solidárias e das redes de proximidade, dos livreiros à alimentação, por entre as iniciativas e resistências que dão corpo à palavra solidariedade. Leiam-se relatos diversos de um retrato da vida nesta pandemia ou da vida dos estafetas e do teletrabalho, respondendo ainda o educador José Pacheco às abruptas transformações na educação. Não esquecemos o racismo virulento sobre a comunidade cigana e um inevitável olhar crítico sobre a vigilância: do questionável mundo novo das apps de rastreamento à virulência tecnológica do 5G ou recordando o passado das tecnologias de vigilância sobre os refugiados.

    E não, nestes tempos não deixaremos de falar sobre os migrantes. Diana Dias fala-nos do Pikpa Camp, uma alternativa de solidariedade aos refugiados na ilha grega de Lesbos, e recordamos a história das migrações partilhadas entre os algarvios e os marroquinos. Tal como não esquecemos em Portugal a luta contra a mineração, pois a ameaça da crise económica e social não trava as populações na defesa dos seus territórios. Convidamos ainda a uma viagem de comboio, abordando o resgate da Ferrovia. A poesia, o apocalipse dos Mão Morta ou a serie sobre o Candomblé são outros dos conteúdos de mais um Jornal MAPA.

    Com o vosso apoio queremos continuar. Fica o apelo à assinatura que assegura receber o MAPA em casa trimestralmente em http://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/   ou escrevendo para assinaturas@jornalmapa.pt. Podem ainda procurar o jornal num dos pontos de venda em Distribuição, que mais do que nunca, precisam da tua visita.