Etiqueta: jornalmapa

  • Um MAPA para tempos de guerra

    Um MAPA para tempos de guerra

    Nestes tempos em que o estado de guerra permanente se instalou, a edição #49 do Jornal MAPA sai para as ruas a posicionar-se ao lado dos movimentos sociais. Dos EUA trazemos o testemunho de uma das vítimas do ICE e falamos sobre a crise social desencadeada pela perseguição de imigrantes. Analisamos o baixar das armas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e o que isso significa para a região, e olhamos para a Ucrânia, onde, com polémica, a deserção e a sabotagem não são as únicas saídas possíveis para anarquistas face à invasão russa. Analisamos também a mobilização social que em Janeiro assolou Turim por causa do despejo do centro social Askatasuna, e aproveitamos para dar a conhecer a rádio independente Blackout que emite a partir de Turim há mais de 20 anos.

    Da Galiza trazemos notícias de uma vitória popular contra a Altri e contra a indústria extractivista da pasta de papel, mas do Barroso relatamos a acumulação de apoios do Estado para o ataque ambiental em curso. De Lisboa trazemos um ponto de situação sobre a luta pelo Quartel da Graça; trazemos a história da bicicleta enquanto arma contra a ditadura do automóvel, e falamos sobre mulheres imigrantes, com as suas vidas perdidas e sitiadas entre fronteiras e fogões. Esta edição traz também reflexões sobre a decisão governamental de roubar direitos a pessoas trans, e demora-se no nenúfar vitória-régia (Victoria amazonica) para estimular a prática de uma ecologia queer. Também a partir de uma perspetiva queer, questionamos o apelo à criminalização do discurso de ódio, que supõe encontrar no Estado um interlocutor justo na hora de aplicar a lei e de gerir o crime.

    Na era da catástrofe, falamos sobre a organização popular e sobre o poder do «colectivismo de desastre», e acompanhamos como de costume as fronteiras da Europa Fortaleza. Partilhamos a história mais ou menos feliz da Casa da Horta, no Porto, trazemos um retrato do filósofo Diógenes, o habitual passeio futurista, a poesia, as palavras cruzadas, os cartoons e as recensões de livros. Tudo isto está na edição #49 do Jornal MAPA, à venda por todo o país e disponível para assinatura anual. Apoia o Jornal MAPA e contribui para a continuação deste projeto de informação crítica. Assina o jornal em https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/

  • Jornal MAPA: Edição 44!

    Jornal MAPA: Edição 44!

    Jornal MAPA: Edição 44  (janeiro | março 2025)

    Depois da morte de Odair Moniz às mãos da polícia o Jornal MAPA esteve à escuta com diversos membros do movimento Vida Justa, sobre o que aconteceu após o assassinato, no bairro, fora dele e nas revoltas vivida nos bair­ros, perante mais um episódio de violência policial sistémica. Simultaneamente a extrema-di­reita passou dos corredores para os gabinetes do poder e norteia agora a agenda política. A repressão típica dum estado policial pas­sou a ser a normalidade a impor e, como tal, falamos igualmente de fronteiras e das políticas de migração. A edição 44 olha ainda às lutas anti-mineração em Portugal e à luta em Baztan, no País Basco, contra o turismo de luxo. A ruralidade é alvo de um ensaio e continuamos a destacar exemplos de outros modos de viver no campo. Inevitável é também falar neste início de 2025 da Palestina ou do Nordeste da Síria, ou por cá, do referendo popular pela habitação em Lisboa ou de okupas em Setúbal. Sobram ainda várias recensões, um retrato de Mary Wollstonecraft e o sublinhar do projeto de comunidade e resistência da Cooperativa Mula no Barreiro. 

    Para ler e para assinar o Jornal MAPA:  https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/

  • MAPA #43 nas ruas!

    MAPA #43 nas ruas!

    O MAPA #43 está nas ruas!

    A mineração, legitimada pela narrativa da “transição verde”, ameaça esventrar territórios de norte a sul do país. Neste número, revisitamos o Barroso, o epicentro da resistência antiextrativista, recuperando as conversas, as práticas, os sonhos tecidos ao longo do 4.º acampamento em defesa das serras, dos baldios, de todo um modo de vida. Mas não descuramos também investidas noutras geografias, como a ampliação da mina de Alvarrões, na Guarda.

    Mapeia-se resistência por todo o país, sejam protestos contra a indústria de celulose e os mares de eucalipto com que brinda as nossas paisagens, seja o movimento estudantil contra o genocídio na Palestina ou as plataformas que se organizam para reivindicar o direito à habitação ou em denúncia do racismo, da violência policial e do legado colonial em que seguimos submersos. Aprofundamos as suas raízes olhando para o passado imperial português, com foco na ilha da Madeira, laboratório do modelo de plantação que conjugou monocultura, escravatura, internacional e desflorestação sem precedentes com o intuito de converter o mundo em mercadoria. No panorama internacional, acompanhamos a resistência contra a gigafábrica da Tesla nos arredores de Berlim e aprofundamos a solidariedade queer com a causa palestiniana.

    Na outra face da moeda, este MAPA mostra que é possível organizar-se e relacionar-se de outra forma, atendendo ao 3.º fórum das cooperativas integrais em Tomar, estabelecendo alianças ibéricas nas Astúrias, reocupando zonas rurais e regenerando os ecossistemas, dançando ao ritmo da autogestão, educando para a liberdade e para a diferença, fazendo arte como ferramenta de militância, escutando as pessoas que estão do outro lado das grades.

    Mas a grande surpresa deste número é o encarte da revista Outras Economias, resultante de uma parceria com o CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (@loja_de_comercio_justo) – que nos convida a ver a economia além do mercado e a praticar alternativas económicas no nosso quotidiano.

    No Jornal MAPA #43, esperam-te crónicas, entrevistas, poesia, literatura, ilustração e BDs. Podes adquiri-lo num dos pontos habituais de venda. Mas o melhor é mesmo fazeres a tua assinatura, ajudando assim à continuação sustentada deste projeto voluntário de informação crítica.

     

    Nota:A presente edição por motivos alheios ao coletivo do MAPA e por lapso da gráfica foi impressa com a distribuição errada das páginas a cores previstas. Lamentamos o sucedido.


    O Mapa é um projecto autogerido que só pode sobreviver graças ao apoio de quem o lê e o acha indispensável, se puderes, assina o Mapa!

  • Está aí o MAPA 41

    Está aí o MAPA 41

    Nos 50 anos daquela a que Phil Mailer chamou a revolução impossível, o Jornal MAPA orientou o olhar para mais algumas das memórias que interessa preservar e reanalisar, lembrando a cartografia radical dos anos 70 em Coimbra, o 25 de Abril em Leiria, ou o SAAL, sem esquecer que foi em África, e com as mulheres, que Abril começou.

    Num planeta em que, como nos diz Vandana Shiva, os novos desastres ambientais estão a ser cometidos em nome da economia verde, e perante um número crescente de ações diretas, para além de uma conversa com esta ativista, uma entrevista ao Climáximo e à Greve Climática Estudantil faz, com toda a lógica, parte do menu desta edição, ainda que a crise possa ser mais ecológica do que climática, como se refere no regresso da rubrica A Cabeça do Avesso.

    Tempo também para refletir sobre sindicalismo em tempos soturnos, com um olhar de Jorge Valadas a partir dos EUA em pré-campanha eleitoral. Em território mais próximos, continuamos a analisar o processo de gentrificação previsto para a zona oriental do Porto e damos destaque central ao ataque que a especulação lança também sobre o movimento associativo. Olhamos ainda para as Cooperativas de habitação como possibilidade de fazer frente a essa guerra especulativa.

    Não falta a este número alegria de viver, tristeza e revolta de quem está presa e uma biosfera onde as startups não são um ecossistema: são uma plantação. Tudo isto e ainda outras notícias, crónicas, entrevistas, poesia, literatura, ilustração e BD, no número 41 do Jornal MAPA, que podes adquirir em qualquer dos pontos habituais de venda ou, melhor ainda, assinar, ajudando, assim, à continuação sustentada deste projeto voluntário de informação crítica.

    [Editorial Jornal MAPA 41]

    Antes que um novo Novembro dê cabo da gente, um outro 25 de Abril é urgente

    Cinquenta anos depois de um Abril que se abriu a um Maio que iluminou vidas até bastante depois do Novembro que os tentou apagar, o Parlamento português tem 50 deputados que defendem que um outro antigamente é possível. Essa coincidência de números, apresentada como espantosa, não nos espanta. Mais não é que a expressão de modos estruturais que Abril não apagou – do racismo à misoginia – de uma visão masculina do mundo – da história e da própria revolução – que se manteve e de um fatalismo que se democratizou de viver mandado por quem pode, obedecendo quem deve. Mais não é, enfim, do que a resposta habitual, expectável e repetitiva do capitalismo em tempos de aprofundamento de crises sistémicas e planetárias.

    O quotidiano à nossa volta, esse do capitalismo triunfante, promove a infantilização das populações de forma a prolongar os seus ciclos de consumo, pintando de verde o extrair cada vez mais de cada vez mais coisas e alienando um número crescente de pessoas da possibilidade de acção concreta nas questões que afectam as suas vidas à margem dos freios do Estado e do poder. No fio da navalha, o capitalismo tem momentos em que precisa de libertar tensões, de deitar mão da extrema-direita, acolhendo-a ao mesmo tempo que a ostraciza, acabando a pôr em prática as suas políticas sob a justificação de não lhe deixar espaço.

    O capitalismo está (de novo) numa encruzilhada que aparenta ser final. Já várias vezes se disse o mesmo com a mesma certeza e, em todas, se falhou. No entanto, a união de várias crises, das que afectam directamente o funcionamento do sistema às que colocam em causa a viabilidade do próprio planeta para humanos e muitas outras espécies, parece tornar este momento histórico especialmente explosivo. O aumento da miséria e da repressão são o presente de muitas geografias e, num futuro próximo, poderão sê-lo de muitas mais. O crescimento da extrema-direita é apenas a antecâmara desse futuro projectado e distópico.

    As melodias da História vão variando conforme os gostos culturais da época, as letras vão-se adaptando ao inimigo preferido de cada momento, mas as notas-base são sempre as mesmas, tal como o são as ideias veiculadas. A dissonância custa a romper na monotonia dos nossos ouvidos. Há, no entanto, alturas em que a gente se intromete e, ainda que por breves instantes, conseguimos vislumbrar que há outra música a tocar e eis-nos a dançar juntos. O 25 de Abril de 1974 foi um desses momentos.

    E, se os fascistas de antanho se transformaram em populistas modernos, nós, as que ainda não tinham idade para fazer Abril acontecer, apresentamo-nos, aqui, no Jornal MAPA, como eternas anti-fascistas, exactamente por sermos, acima de tudo, anti-capitalistas querendo reinventar novas formas de viver em comum e horizontalmente. Trazendo, por isso, neste número, um conjunto de memórias e reflexões acerca do que despertou nessa manhã de 1974. Olhando para a vida de forma diferente de quem viveu aqueles dias, continuamos, ainda assim, a partilhar o querer a terra a quem a trabalha, a casa a quem nela habita, a cidade a quem nela vive. E um planeta onde fazer a festa da vida. Outros 50 são possíveis.

  • Está aí a nova edição do Jornal Mapa [nº38 | Junho/Setembro 2023]

    Está aí a nova edição do Jornal Mapa [nº38 | Junho/Setembro 2023]

    A reivindicação ambiental cruza-se com a reivindicação social. Renascem e fortalecem-se as ligações aos lugares de vida, lugares onde se respira luta. Nas aldeias do Barroso, em protesto contra as minas, abordamos o encontro entre lutas feministas nas vésperas da Acampamento em Defesa do Barroso (de 10 a 15 de agosto). No Alentejo, o cerco das monoculturas é relatado de Montemor-o-Novo a Beja. São populações que dialogam com quem a partir das cidades clama pela justiça climática, como os ativistas da plataforma Gás é Andar Para Trás ou do Fermento, um coletivo de formações para movimentos sociais, com quem falamos nesta edição. O cuidado com o território merece ainda a nossa atenção na defesa da Serra da Arrábida ou na criação de uma rede nacional agroecológica.
     
    A partir de França, reflete-se sobre os protestos contra a reforma das pensões, que trouxeram para as ruas sentimentos de injustiça social e a radicalização de trabalhadores e estudantes. E, do outro lado do Atlântico, fomos ao encontro dos povos originários da Amazónia, que se reuniram no Acampamento Terra Livre, em Brasília.
     
    O Papa vem a Portugal e questionamos, com Bakunin em pano de fundo, a autoridade do Estado e da Igreja numa conversa com os editores da Descrença, que prepara uma nova edição de «Deus e o Estado». Resgatando memórias do 25 de Abril, falamos com Francisco Fanhais, que, na sua condição de «cristão militante», recordamos como um dos cantautores que vivenciou a revolução. Estes são alguns dos temas abordados na 38.ª edição do Jornal MAPA, que se podem ainda cruzar com persistentes alertas vindos das fronteiras da Europa-Fortaleza, com ataques contra os povos zapatistas, com um breve testemunho acerca do manifesto «Todas Sabemos», com histórias de uma okupa rural e com recensões de livros e filmes. Por fim, a memória de quem nos deixou recentemente: o livreiro Zé Pinho e Eduarda Dionísio, escritora e grande impulsionadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
     
    Apoia a informação crítica – Assina o Jornal MAPA em https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/
  • Está nas ruas mais uma edição do Jornal MAPA (edição 36 – Dez/Fev)

    Está nas ruas mais uma edição do Jornal MAPA (edição 36 – Dez/Fev)

    Para terminar 2022, fomos de encontro aos novos trilhos do cooperativismo e da economia solidária a propósito do 1.º Fórum das Cooperativas Integrais, o que levou a revisitar o comunitarismo do nosso mundo rural, em torno das “conversas com gentes da terra” nas aldeias e baldios da Serra d’Arga. Uma vez mais ecoa nas nossas páginas o exasperar migrante com o relato de uma médica portuguesa, na fronteira da Sérvia com a Hungria. E no que igualmente toca aos direitos humanos, insistimos em publicar na primeira pessoa cartas de presas das cárceres portuguesas. E porque a habitação é um campo de batalha, falamos da resistência aos despejos no bairro do 2º Torrão (Almada) e dos movimentos em Lisboa pelo direito à habitação.
    Das ruas da capital conta-se ainda a história das “Manas”, pessoas utilizadoras de drogas, migrantes, trabalhadoras sexuais ou moradoras de rua, que se reúnem em coletivo rompendo contra a sua invisibilidade. De outras temáticas se faz ainda este MAPA, escrevendo Joana Martins, enquanto antropóloga, feminista, pagã e bruxa, sobre o neopaganismo em Portugal. Há ainda espaço para uma crónica sobre o delírio e as ilusões coletivas da mais recente edição do Web Summit e para os testemunhos da guerra e da migração recolhidos num encontro de ativistas europeus. Entre propostas de leituras diversas, assinalamos o documentário “As Brigadas Revolucionárias na Luta Contra a Ditadura (1971-1974)”. Sem deixar de fora apontamentos às escolas ocupadas em Novembro reivindicando o fim dos combustíveis fósseis, entre outras matérias mais que poderão ser lidas nesta edição do Jornal MAPA.
     
    Esta edição encerra uma década de Jornal MAPA, um projeto de informação crítica que nasceu em 2012 durante o ciclo de crise social e económica iniciado em 2008 e se mostra pronto para novamente ligar pontos no mapa durante a próxima crise que se avizinha. Para festejar tudo isto haverá festa, concertos, petiscos e debates no próximo dia 17 de Dezembro na SMUP da Parede (Linha de Cascais) https://www.facebook.com/events/463203939301615?ref=newsfeed
     
    Como não podia deixar de ser necessitamos de todo o apoio para cá continuarmos e, concretamente, da vossa assinatura. Basta ir a https://www.jornalmapa.pt/assinatura-do-jornal/