Desculpa, mas não encontramos nada.
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Lendo: Solidariedade ruidosa com os povos do Irão
Na noite do passado domingo, dia 18 de Janeiro, a embaixada iraniana em Lisboa foi alvo duma acção de solidariedade com «os milhares de vítimas e mártires da violência estatal iraniana», mas também com «curdos, farsis, balúchis, pessoas árabes e queer e todas as outras oprimidas pelo Estado iraniano e que estão a lutar pela sua liberdade». O vídeo da acção pode ser visto abaixo:
Sublinhando que os protestos actuais têm raízes criadas em lutas recentes: pelo direito ao pão (2017 e 2022), à água (2021), a bens subsidiados pelo Estado (2019), «um grupo de pessoas solidárias com os povos do Irão», que levou a cabo esta acção, relembra, em comunicado, que «cada período sucessivo de crises e revoltas se desenrolou num contexto de cortes de energia», corrupção, obsolescência infra-estrutural e «crise ambiental (poluição atmosférica, seca, desflorestação e má gestão de recursos hídricos)».
E, a cada crise, «o regime optou pelo seu apoio mais fiável: assassinato patrocinado pelo Estado». «Este é o destino de muitos iranianos cujo único crime é o seu estatuto cultural e/ou identitário (como curdos, balúchis, mulheres, queer, de esquerda, etc.).»
O comunicado da acção, enviado anonimamente e partilhado em algumas redes sociais, acrescenta ainda que «apenas o povo do Irão terá uma palavra a dizer sobre o resultado desta revolta. Apenas as pessoas do Rojhilat e do Baluchistão terão uma palavra a dizer sobre o futuro da sua terra ocupada», não deixando de sublinhar que «a solução para uma tirania não é a sua substituição por outra».
«O fim deste regime, o futuro de todos os povos que vivem dentro das fronteiras do Irão, não pode ser resultado duma intervenção de fora, mas também não pode ser um regresso ao mesmo regime mas com uma bandeira diferente», remata o comunicado.
Para ler mais sobre o Irão, espreita aqui.
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