Desculpa, mas não encontramos nada.
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Lendo: Contra a impunidade nas mortes às mãos do Estado
Esta manhã, familiares de algumas das mais recentes vítimas do sistema prisional, estiveram reunidas à frente do Ministério da Justiça, para entregar uma carta à Ministra da Justiça e exigir não só respostas, mas também responsabilização e transparência institucional perante as mortes dos seus familiares em contexto prisional. Para que não só o Estado, mas também a sociedade civil não tolere mais esse cenário de morte e tortura no sistema prisional português. Homenageando as vidas de Danijoy Pontes, Daniel Rodrigues, Miguel Cesteiro, Gabriel Facha, Iuri Rafael Mendes, Jorge da Conceição Dias dos Santos, conhecido por «Gordo», Carlos Teixeira, Sónia Lima, Maria Malveiro, Patrícia Ribeiro e todas as vidas que encontraram o seu fim ao abrigo desta instituição estatal e cujas famílias continuam na luta por justiça.
Relembramos que no passado 19 de Março, Carlos Teixeira, conhecido como «Gigante», foi encontrado morto no Estabelecimento Prisional de Alcoentre. A primeira versão apresentada pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) foi a de que se tratava de um suicídio. Segundo familiares de Carlos e de outros reclusos do EP de Alcoentre, Carlos foi espancado até à morte por guardas prisionais.
Este quadro sistemático de violação de direitos humanos e de mortes nas prisões portuguesas é amplamente conhecido e reportado, seja por instâncias de governação nacionais ou internacionais.
Entre 2018 e 2022, ocorreram 303 mortes de pessoas presas. Apenas seis foram investigadas pela Polícia Judiciária. A maioria das mortes são consideradas suicídio ou morte decorrente de alguma doença ou condição de saúde.
Estas e outras violências estarão na mira amanhã, sábado, dia 16 a partir das 11h, numa concentração marcada para a frente ao Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Fotos: @outros_angulos_garras
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Prisões
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