Desculpa, mas não encontramos nada.
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Lendo: O interior não está à venda
No dia 30, a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional (PDPNTI) vai entregar, na Assembleia da República, uma petição pública contra as mega centrais solares na Beira Baixa. No dia seguinte, dia 31 de Janeiro, há uma manifestação em Lisboa que responde ao mesmo mote.
Considerando que há, actualmente «1.254 hectares – com mais de 1,5 milhão de painéis solares – aprovados ou em análise pela APA», para além de outros «projetos planeados, como a Central Solar Sophia, com cerca de 1.000 hectares», os signatários demonstram «profunda preocupação com a possibilidade de instalação de várias mega centrais solares na nossa bela região, especialmente nos concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha».
Com mais de 17 mil assinaturas, a petição «Salvem a Beira Baixa – Parem as Mega Centrais Solares» exige a paragem dos «planos para mega centrais solares em zonas naturais e ecossistemas frágeis na Beira Baixa», afirmando que «é o futuro das comunidades rurais que está em causa, do seu modo de vida e do legado dos nossos antepassados».
Para sábado, dia 31, está marcada a manifestação «O Interior não está à venda – Não às mega centrais solares», que tentará sensibilizar e levar a Beira Baixa e todo o interior a Lisboa, «não apenas como territórios ameaçados, mas como espaços vivos, cheios de história, cultura, tradições e memórias que nos definem», de acordo com a organização.
Ainda nas palavras dos próprios, «este é o momento decisivo para mostrar aos decisores políticos que a nossa resistência é forte, activa e persistente, e que a cara e a alma da Beira Baixa e de todo o interior não estão negociáveis».
A manifestação começa às 14h00, com uma concentração na Estação de Santa Apolónia (com Adufeiras, Grupos de Bombos e Ranchos Folclóricos), de onde se partirá para a Praça do Comércio, a caminho do destino final, o Rossio, onde o cortejo será recebido pelas vozes do movimento Primavera de Coros e onde «mostraremos a Lisboa – e, esperamos, a todo o país – que não somos um território morto. Pelo contrário, está em causa uma região única, em grande parte ainda intacta, rica em diversidade, beleza e vida».
Há várias associações, colectivos e muitos cidadãos de todo o país que confirmaram o seu apoio e a sua participação. A defesa do interior parece assumir assim uma expressão ampla, unida e inabalável. De acordo com o site O Regiões, há «mais de 1.000 pessoas já interessadas apenas através do evento no Facebook, tudo indica que a participação será muito expressiva».
Mais informações, incluindo viagens para Lisboa, aqui, ou no evento de Facebook.

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