Uma edição atrasada, com uma justificação bastante plausível: quisemos acompanhar ao máximo as Acampadas que estão a decorrer. As nossas energias estavam nas ruas. No entanto, o destaque desta edição, já previamente definido, vai para a Palestina, numa entrevista a Gonçalo Dias, que, entre Abril e Maio, se juntou a uma das flotilhas que partiram para quebrar o cerco de Israel aos territórios palestinianos ocupados e que, acabou capturado pelas forças israelitas. Destaque também para a Amazónia e para as novas formas que o extractivismo por lá vai ganhando.
Uma entrevista a Jorge Valadas, a propósito do seu livro de memórias, fala-nos sobre a negação da guerra e a opção pela desobediência como primeiro dever de liberdade. Como (quase) sempre, o Jornal Mapa nr. 51 guarda algumas páginas para as fronteiras da UE e a desumanização das suas vítimas, desta vez com foco em Ceuta. Recordamos ainda a repressão do ICE nos EUA. Regressamos a Rojava, para, através das palavras de Saiva Nûjiyan, tentarmos perceber como se aplicam algumas das suas ideias centrais em diferentes realidades, das Filipinas ao Ocidente capitalista.
A repressão policial em França permite-nos, aqui, recuperar a obra anti-policial de Georges Brassens. Um outro retrato, o de Jim Sinclair, permite-nos entender que há vida no autismo e que, com os devidos apoios, essa vida pode ser boa. E lembramos Gerd Heinz, que nos deixou recentemente, tendo chegado a Portugal com a ideia de formar uma comunidade que ganharia enorme importância para o movimento anarquista e exemplificado a possibilidade de um modo de vida alternativo. Sem esquecer a alegria e a aventura de ser montanhista e, ao mesmo tempo, libertário, em pleno Outono, as páginas centrais são ocupadas com um manual de podas: um gesto de autosuficiência que se transforma em prática regenerativa.
Tudo isto e mais recensões, relatos, poesia, notícias, BD e até palavras cruzadas estão nesta edição 51 do Jornal MAPA, que podes adquirir nos locais habituais ou receber na tua morada, através duma assinatura que ajude a garantir a continuação deste projecto de informação crítica, independente, voluntário e horizontal.








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