Etiqueta: permacultura

  • Uma história de autogestão no renascer das cinzas

    Uma história de autogestão no renascer das cinzas

    Entre-ajuda e auto-gestão na zona de Benfeita/Arganil. Da forma como uma vibrante e diversa comunidade de pessoas ali instaladas nos últimos anos tem lidado com o incêndio devastador do ultimo verão (ajudadas regulares, crowdfundings colectivos, criação de oficina de ferramentas comunitárias e lojas grátis, jantares populares, etc).

    Benfeita/Arganil

    Os incêndios do outono passado foram a maior catástrofe de que há memória em Luadas e Benfeita, na Serra do Açor. Foram também um convite às suas habitantes – naturais da região e a recém-chegada comunidade internacional – a cuidar da terra e umas das outras.

    Na encosta pintada a cinza, entre o canto ensurdecedor do riacho e dos pássaros, sobressai uma yurt de chaminé fumegante. Em outubro passado, a casa da Mara foi salva por milagre, entre cinco oliveiras em chamas. Agora o fogo limita-se à salamandra, no aconchego interior. «Lutámos até ao fim», lembra a jovem holandesa, que há três anos se instalou aqui em Luadas, no meio da Serra do Açor, região de Arganil.

    Da yurt atravessamos as hortas às quais vem dedicando a vida. Até aos incêndios, era das caixas de legumes vendidas semanalmente que tirava um magro rendimento. Descendo o carreiro de enxada às costas, um octogenário de Luadas saúda Mara carinhosamente. «Tens de dar mel às abelhas!», aconselha, face à penúria de flores. «O Senhor Ângelo adoptou-nos. Ensinou-nos tanto! É a pessoa mais generosa e genuína que já conheci».

    Benfeita/ArganilPelos vales de Benfeita, rompendo um cerco de monoculturas e desertificação, são cerca de 100 adultos e 40 crianças que se instalaram nos últimos anos, procurando uma vida simples e conectada com a natureza. «Há pessoas da Argentina, Japão, Itália, França… Cada um traz a sua energia, a sua cultura, a sua comida, a sua música…  É super colorido», conta Wendy. Mãe solteira com três crianças, trocou em 2010 uma vida de permanentes contas para pagar na Escócia por uma quinta entre Luadas e Benfeita ( permaculturinginportugal.net), onde cultiva a sua comida, experimenta com bioconstrução e energias alternativas. «Foi este lugar que me descobriu a mim. Há uma mistura de estrangeiros e jovens portugueses a regressar ao campo, projectos de permacultura e coisas incríveis a acontecer».

    Em outubro, quase todo este inusitado mundo auto-construido em anos de ardor, feito de yurts e ruínas reconstruídas, pomares e fornos a lenha, esvaneceu-se em cinzas. Vinte e duas famílias perderam a casa. É caída a noite que Mara ousa dar os seus passeios pelo bosque: «Não vês o queimado». Noventa por cento da floresta, incluindo boa parte do oásis de biodiversidade da Mata da Margaça e quase toda a área agrícola, arderam.
    «Mas a natureza vai regenerar-se – e nós vamos ajudá-la». Do tronco chamuscado dos castanheiros, brotam rebentos verdejantes. Da tragédia, germinam as manifestações de solidariedade.
    «O fogo traz o melhor e o pior das pessoas». Mara podia falar durante horas sobre o dia do incêndio. A lutar contra as chamas, a revesar-se para os turnos de vigia, a verter lágrimas nos braços uns dos outros – nunca se vira por cá tal fraternidade entre os naturais desta serra e os estrangeiros recém chegados.
    «Até aos incêndios, entre nós éramos muito bons a organizar festas, mas não muito mais…», riem-se. Foi de resto graças a um dos festivais que Mara aqui chegou. O tipo de organização – voluntária, orgânica, horizontal, entusiasmada – não é diferente da que está a mover o formigueiro do renascimento de Benfeita.

    Benfeita/Arganil

    Com os seus amigos e o apoio das famílias nos países-natal, Mara tem dinamizado uma campanha de crowdfunding internacional. Nos vales, três dias por semana, juntam-se em grupos de trabalho para ir de terreno ardido em terreno ardido, ajudar na limpeza e reconstrução. O crowdfunding paga um salário diário a cada uma. «Apoiando financeiramente quem trabalha nas ajudadas, permitimos às pessoas ficar. Não gosto da ideia de dar simplesmente dinheiro. Assim mantém-nos pro-activos, motiva a entre-ajuda». Noutras ajudadas voluntárias, replantam as encostas ardidas, semeiam flores para as abelhas.

    «Ainda que relativamente poucos de nós tenhamos perdido tudo o que temos, todos nós perdemos a nossa forma de subsistência», explica Wendy. «Claro que ainda precisamos de interagir com o mundo lá fora, pôr combustível, etc. Mas tivemos de descobrir formas de nos apoiarmos uns aos outros sem precisar de dinheiro».
    Uma experiência colectiva que os reaproxima da forma de vida ancestral nestas montanhas isoladas.  «Até chegar a resina e os pinheiros, estas aldeias viviam autónomas, mal participavam na economia do dinheiro. Tudo era feito com cooperação mútua e com base na troca», conta Wendy. «Para quebrar este sistema de que estamos todos a sofrer, precisamos de entrar nessa economia de partilha outra vez e trabalhar juntos», diz a permacultora, que já antes dos incêndios participava num grupo de trabalho de cinco mulheres, onde se desafiavam a fazer projectos de construção. É esse o entusiasmo de habitar nesta comunidade dispersa. «É como viver numa experiência social: estamos no processo de descobrir como fazê-lo».

    Junto ao rio criaram um banco de ferramentas comunitário, com ferramentas chegadas de todo o lado. «Nem toda a gente tem os meios de substituir um gerador, uma moto-serra… Agora temos moto-serras, roçadoras, betoneiras… e as pessoas podem reservá-las pelo tempo que precisarem. É fantástico de ver». Com a caridade que inundou o vale de cobertores e comida enlatada, organizaram lojas grátis. Todos os sábados há um jantar popular, confeccionado com legumes das hortas, e por donativo livre.
    «Não há uma pessoa que diz “tem de ser desta forma”. Não é super-organizado, com pessoas a gerir. Tudo acontece de forma muito orgânica. Juntamo-nos e as pessoas voluntariam-se para trabalhar em conjunto. Não é hierárquico: é cooperativo».

    Um laboratório vivo

    Benfeita/Arganil

    Enquanto Luadas e Benfeita renascem das cinzas, há a noção de que este incêndio foi um grito de alerta para o caminho por onde nos leva o capitalismo predatório e a propriedade privada, a desconexão com a terra, o ciclo da água, a comunidade, a própria vida. «O meu maior medo é que este ecossistema não possa mais regenerar-se, como sempre fez, por haver agora demasiados factores contra: alterações climáticas, verões mais longos e quentes, tempo imprevisível», confessa Mara, logo lembrando a indústria do papel e as monoculturas de eucalipto: «Portugal arde e o resto da Europa está literalmente a limpar o cu com isso».

    Como lhe diz o Senhor Ângelo, não há nenhum corta fogo como a terra cultivada. «Estes campos eram mantidos por centenas de pessoas e rebanhos. Esta paisagem precisa de gente, mais do que qualquer outra coisa, e animais para manter o mato baixo, fertilizar as encostas, trazer de volta a floresta – e a vida», concorda Wendy. «Isto é a cordilheira central. É a reserva de água para Lisboa, para Coimbra. A água está a ir embora. Se isto se tornar um deserto…».

    As aldeias da zona estão de facto a começar a ver problemas com as reservas de água no verão. «As câmaras municipais estão com dificuldades, não têm os recursos, e estão abertas a sugestões», lembra Wendy. «Gostavámos que abrissem mais a conversa, a projetos como Reflorestar Portugal ou Terracrua» [ref] Reflorestar Portugal é uma plataforma para a articulação de iniciativas que querem construir coletivamente um projeto nacional de reflorestação e que tem promovido  cursos e encontros baseados na permacultura, agrofloresta e agricultura sintrópica. A Terracrua tornou-se uma empresa em 2015 depois de ter existido como colectivo informal. Baseada em Loulé, tornou-se uma referência na consultoria e design de projectos ecológicos regenerativos.[/ref].

    Benfeita/Arganil

    Na sua quinta, são quase dez anos de experimentação com infraestruturas off grid: hidroeléctrica construída localmente, estufa geodome em aquoponia, ou um tratamento de dejectos humanos com vermicompostagem. Quando houve um problema com uma fossa séptica do municipio, foi à câmara apresentar a sua solução caseira, invulgar, económica, ecológica e mais bem adaptada ao local que as fossas. «Podiam ter dito: estás a processar esgotos sem licença, toma lá uma multa enorme». Mas como resultado desse encontro foi mesmo aprovado um primeiro tratamento de resíduos com vermicompostagem na aldeia de Pais das Donas.

    O sonho de Wendy é tornar a freguesia de Benfeita numa eco-zona, e experimentar com todo o tipo de tecnologias off grid, formas de cultivo e reflorestação realmente radicais. Um exemplo? «Com a cascata da Fraga da Pena podemos produzir ar comprimido naturalmente. Tem o potencial para fazer funcionar máquinas, refrigeração, até carros…! E aqui há as pessoas com as competências necessárias para o desenvolver: soldadores, engenheiros, electricistas…». Uma área protótipo para estratégias que pudessem ser usadas em toda a serra e noutras áreas. «Tudo o que se faz à água aqui pode ser medido. Se se plantar floresta indígena, se instalarmos vermicompostagem para tratar os esgotos, podemos medir a quantidade e qualidade da água. Não vem de mais lado nenhum, foi gerado e regenerado aqui – o que faz uma área de estudo interessantíssima, um laboratório vivo». A ideia implica envolver universidades para monitorizar e conseguir legitimidade para procurar financiamentos.

    Entretanto, pelas encostas de Benfeita, as castanhas rebolam e pequenos castanheiros e carvalhos brotam como ervas. «É incrível a vontade que estas árvores têm de se reestabelecer!», entusiasma-se Wendy. Como que dizendo que tudo acontecerá tal como deve acontecer.

    Benfeita/Arganil

    Texto de Francisco Colaço Pedro [franciscocolacopedro@gmail.com]

  • Aldeia do Vale: Viver a vida, mudando o mundo

    Aldeia do Vale: Viver a vida, mudando o mundo

    Em plena região saloia, na fronteira entre os concelhos de Sintra e Mafra, renasce a Aldeia do Vale. O Projecto Agroecológico ali instalado há cerca de dois anos, alberga um punhado de gente com ganas de mudar o mundo, simplesmente a viver a vida. Falámos com a Sílvia Floresta, pioneira da permacultura no país, sobre esta eco-aldeia dedicada ao estudo de formas de vida mais íntegras, simples e sustentáveis.

     

    coruja

    Devolver ao campo a vivacidade

    «A vida é o que te acontece enquanto estás ocupad@ a fazer outros planos», lê-se numa tela pendurada no andar térreo que já foi o quarto das vacas na vida anterior desta Aldeia do Vale. Noutros tempos, a «loja» – abrigo das ruminantes, cujo leite seria uma das principais fontes de sustento da aldeia – servia também para aquecer a casinha de cima, que é agora um espaço de habitação comum. Vê-se por ali incenso, mantas, pilhas de livros e paletes que servem de estrado para o descanso campestre. Um rolo caça-moscas adesivo, carregado de insectos silenciados, balanceia no fresco do espaço ao ritmo lento das horas quentes da manhã, enquanto lá fora, ainda à sombra, fardos de palha dispostos em círculo rodeiam vestígios de uma fogueira central.

    Apesar do Sol forte, o luar reflecte nos olhos enormes de uma coruja pintada na parede exterior da oficina de carpintaria. Também brilha o olhar do Orlando Pereira, um dos mentores do Projecto Agroecológico Aldeia do Vale, quando nos abre a porta do casebre recentemente recuperado e equipado com ferramentas para os trabalhos de regeneração rural.

    «Este lugar estava semi-abandonado quando aqui chegámos», conta-nos a Sílvia Floresta, que juntamente com o seu companheiro, em Dezembro de 2015, encontrou ali «um lugar triste», marcado pelo vazio de um longo tempo de dormência, mas ainda assim a pulsar potência para acolher uma nova vida. «Apaixonámo-nos pelas paisagens do oeste, pelas pessoas, pela cultura, e falámos com os proprietários que nos alugaram espaços para podermos começar a desenvolver o projecto.»

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    Hoje a aldeia conta com cinco residentes permanentes (um terço dos habitantes de outrora), mas por ali já terão passado mais de 1000 pessoas nos últimos dois anos, entre voluntários, formandos e formadores em temas e práticas da permacultura.
    O centro de estudos entrou em funcionamento em Maio de 2016, e desde então tem dinamizado dezenas de cursos sobre aquilo que a Sílvia resume como «design sustentável para ambientes humanos» – em termos latos, permacultura.

    Energias «apropriadas», horticultura, agroflorestas, construções naturais, e tantos outros conhecimentos, desde a transformação e preservação de alimentos à preparação de detergentes naturais, que têm uma aplicação prática no dia-a-dia das pessoas envolvidas na Aldeia do Vale – «cada uma com a sua área de trabalho», o que lhes permite melhorar e erigir novas infraestruturas, mas também oferecer formação especializada em áreas diversas. Resgatar os saberes e ofícios tradicionais da região é também um objectivo do projecto, através de oficinas como a de costura de aventais de colheita ou a de calçado usando técnicas ancestrais.

    «Tu és um bosque de alimento, eu sou uma agrofloresta»

    Entre espaços alugados, cedidos e comprados, o projecto Aldeia do Vale estende-se por uma área de cerca de 2,5 hectares, e está em expansão. «Faz hoje uma semana que nos foram cedidos mais terrenos», conta-nos a Sílvia enquanto enumera as zonas que compõem a moldura do projecto: hortas, viveiro, estufa, zonas de campismo, dome para aulas, sala comum, espaço social…
    Passa uma galinha lampeira que parece querer mostrar o caminho que vai até ao socalco da horta. Passamos por uma banheira completa instalada entre paredes de adobe, com um sistema de aquecimento das águas a lenha e uma janela «com vistas para o mar» – verde, indomável, silvestre.

    pes-no-barro

    Subimos mais três degraus de terra, por entre canas e bananeiras, e a Sílvia aponta para lá para baixo, perto de onde a vinha cresce. Diz que estão a planear por ali «um misto de agrofloresta com bosque de alimento». A conversa prossegue até à estufa, não sem antes passar pelas extravagantes camas de cultivo que congregam uma balbúrdia de flores, couves, saladas, cucurbitáceas, aromáticas, selvagens, cobertura de palha e apontamentos de pequenos charcos.

    «Imagina que nós as duas somos pintoras, e tu és uma pintora freestyle… tu pegas numa tela e pintas aquilo que te apetece. E eu sou uma pintora mais metódica: pinto uma natureza morta, janelas, estendais, tudo certinho. Tu és um bosque de alimento, eu sou uma agrofloresta.»Da alegoria sublima-se a vontade de experimentar a aplicação de técnicas mistas que permitam optimizar o potencial produtivo das áreas, tanto horizontal como verticalmente, contribuir para a regeneração dos solos e para o resgate de variedades autóctones, e também promover a geração de uma economia local. E a Sílvia continua, com o seu jeito natural de pedagoga: «um bosque de alimento imita uma floresta natural, com trilhos, vários estratos e espécies maioritariamente perenes… Olhas à volta e parece uma floresta normal, só que tem mais de 80% de espécies comestíveis. Uma agrofloresta é pensada para produção. Usa linhas de nível, tem padrões de cultivo que se repetem, e diferentes estratos também, mas mistura espécies perenes (como árvores de fruto) com hortícolas sazonais. A agrofloresta é um tipo de produção pensada para a venda, para criar uma economia, enquanto que o bosque de alimento é pensado para o consumo da casa, para o projecto.»

    estufa

    Noutros tempos, o lugar sobrevivia do leite de vaca e cereais para pão, produzidos localmente e vendidos nas aldeias próximas. Hoje, «o projecto depende de nós para funcionar a nível financeiro». Têm garantido a sua resiliência através das acções de formação, serviços externos de design em permacultura, e também da venda de produtos de produção própria e de outros produtores associados, expostos na lojinha à entrada da aldeia (sabões e detergentes ecológicos, produtos de cosmética natural, licores, desidratados, colares, brincos, sapatos…).

    Apesar de ainda não ser totalmente auto-sustentável, o objectivo é que a Aldeia do Vale o venha a ser, principalmente em termos energéticos, no que toca a água e a electricidade. «Para muitos dos outros recursos [que precisamos], podemos sempre envolver a comunidade vizinha, gerando uma economia local.» No processo de repovoamento, apontam as boas relações com a vizinhança e os proprietários como chave: «gostam do projecto e conseguem rever-se em imensas coisas que fazemos (…) a comunidade local apoia-nos imenso com recursos e amizade.»

    «A beleza está nos olhos de quem observa»

    O que à primeira vista parece apenas ser um pequeno núcleo familiar a viver a sua vida, numa aldeia em processo de regeneração lenta, onde não deixa de persistir uma certa estética de estaleiro de obras em curso, revelar-se-á, afinal, a promessa de um desígnio maior: tão-só querer mudar o mundo.
    «Queremos mudar as pessoas e a maneira como olham para a vida, mostrar que é possível viver de acordo com aquilo em que acreditamos, independentemente da área que estudamos ou trabalhamos.» Falamos do primeiro de 12 princípios da permacultura, «observar e interagir», e também do último, que se preocupa com a capacidade de resposta às mudanças – ou da visão de como as coisas serão no futuro. «O nosso objectivo é não só espalhar as sementes daquilo em que acreditamos, como construirmos um local de exemplo de todas essas técnicas que usamos para podermos ter uma vida mais sustentável.»

    dome

    Recolhemos à sombra de uma figueira majestosa. Tentamos definir o que é viver em harmonia. Lá ao fundo, o Orlando regressa do ribeiro com o seu jeco, que parece que tem capacidades sobrenaturais de comunicação não-verbal com os animais que vão para o pasto. Da janela onde alguém cozinha, ouve-se passar a ♪coruja, caçadora de sonhos♫ dos companheiros do Vale, Terra Livre. Chegou a hora de nos lambuzarmos com as diferentes receitas de pesto que estiveram a experimentar.

    O Projecto Agroecológico da Aldeia do Vale integra o núcleo ambiental da Associação Cultural Circuito Explosivo. A Aldeia aceita voluntários entre Março e Outubro, «desde que tenham frequentado e concluído com sucesso um curso certificado de design em permacultura», condição que pretende garantir que quem aparece com vontade de viver e trabalhar já tem os conhecimentos básicos necessários para agir, mas também um bom pretexto para espoletar uma rede informal, invisível, de pessoas ligadas à permacultura e à agroecologia que por ali passam vindas de vários pontos do país.

    Mais info:
    https://www.aldeiadovale.com/
    https://www.facebook.com/aldeiadovaleagroecologia/

    Texto e fotos de Sara Moreira [saritamoreira@gmail.com]