Etiqueta: jornal Mapa

  • Está aí o MAPA 41

    Está aí o MAPA 41

    Nos 50 anos daquela a que Phil Mailer chamou a revolução impossível, o Jornal MAPA orientou o olhar para mais algumas das memórias que interessa preservar e reanalisar, lembrando a cartografia radical dos anos 70 em Coimbra, o 25 de Abril em Leiria, ou o SAAL, sem esquecer que foi em África, e com as mulheres, que Abril começou.

    Num planeta em que, como nos diz Vandana Shiva, os novos desastres ambientais estão a ser cometidos em nome da economia verde, e perante um número crescente de ações diretas, para além de uma conversa com esta ativista, uma entrevista ao Climáximo e à Greve Climática Estudantil faz, com toda a lógica, parte do menu desta edição, ainda que a crise possa ser mais ecológica do que climática, como se refere no regresso da rubrica A Cabeça do Avesso.

    Tempo também para refletir sobre sindicalismo em tempos soturnos, com um olhar de Jorge Valadas a partir dos EUA em pré-campanha eleitoral. Em território mais próximos, continuamos a analisar o processo de gentrificação previsto para a zona oriental do Porto e damos destaque central ao ataque que a especulação lança também sobre o movimento associativo. Olhamos ainda para as Cooperativas de habitação como possibilidade de fazer frente a essa guerra especulativa.

    Não falta a este número alegria de viver, tristeza e revolta de quem está presa e uma biosfera onde as startups não são um ecossistema: são uma plantação. Tudo isto e ainda outras notícias, crónicas, entrevistas, poesia, literatura, ilustração e BD, no número 41 do Jornal MAPA, que podes adquirir em qualquer dos pontos habituais de venda ou, melhor ainda, assinar, ajudando, assim, à continuação sustentada deste projeto voluntário de informação crítica.

    [Editorial Jornal MAPA 41]

    Antes que um novo Novembro dê cabo da gente, um outro 25 de Abril é urgente

    Cinquenta anos depois de um Abril que se abriu a um Maio que iluminou vidas até bastante depois do Novembro que os tentou apagar, o Parlamento português tem 50 deputados que defendem que um outro antigamente é possível. Essa coincidência de números, apresentada como espantosa, não nos espanta. Mais não é que a expressão de modos estruturais que Abril não apagou – do racismo à misoginia – de uma visão masculina do mundo – da história e da própria revolução – que se manteve e de um fatalismo que se democratizou de viver mandado por quem pode, obedecendo quem deve. Mais não é, enfim, do que a resposta habitual, expectável e repetitiva do capitalismo em tempos de aprofundamento de crises sistémicas e planetárias.

    O quotidiano à nossa volta, esse do capitalismo triunfante, promove a infantilização das populações de forma a prolongar os seus ciclos de consumo, pintando de verde o extrair cada vez mais de cada vez mais coisas e alienando um número crescente de pessoas da possibilidade de acção concreta nas questões que afectam as suas vidas à margem dos freios do Estado e do poder. No fio da navalha, o capitalismo tem momentos em que precisa de libertar tensões, de deitar mão da extrema-direita, acolhendo-a ao mesmo tempo que a ostraciza, acabando a pôr em prática as suas políticas sob a justificação de não lhe deixar espaço.

    O capitalismo está (de novo) numa encruzilhada que aparenta ser final. Já várias vezes se disse o mesmo com a mesma certeza e, em todas, se falhou. No entanto, a união de várias crises, das que afectam directamente o funcionamento do sistema às que colocam em causa a viabilidade do próprio planeta para humanos e muitas outras espécies, parece tornar este momento histórico especialmente explosivo. O aumento da miséria e da repressão são o presente de muitas geografias e, num futuro próximo, poderão sê-lo de muitas mais. O crescimento da extrema-direita é apenas a antecâmara desse futuro projectado e distópico.

    As melodias da História vão variando conforme os gostos culturais da época, as letras vão-se adaptando ao inimigo preferido de cada momento, mas as notas-base são sempre as mesmas, tal como o são as ideias veiculadas. A dissonância custa a romper na monotonia dos nossos ouvidos. Há, no entanto, alturas em que a gente se intromete e, ainda que por breves instantes, conseguimos vislumbrar que há outra música a tocar e eis-nos a dançar juntos. O 25 de Abril de 1974 foi um desses momentos.

    E, se os fascistas de antanho se transformaram em populistas modernos, nós, as que ainda não tinham idade para fazer Abril acontecer, apresentamo-nos, aqui, no Jornal MAPA, como eternas anti-fascistas, exactamente por sermos, acima de tudo, anti-capitalistas querendo reinventar novas formas de viver em comum e horizontalmente. Trazendo, por isso, neste número, um conjunto de memórias e reflexões acerca do que despertou nessa manhã de 1974. Olhando para a vida de forma diferente de quem viveu aqueles dias, continuamos, ainda assim, a partilhar o querer a terra a quem a trabalha, a casa a quem nela habita, a cidade a quem nela vive. E um planeta onde fazer a festa da vida. Outros 50 são possíveis.

  • Mapa #28 na rua!

    Mapa #28 na rua!

    Está aí um novo MAPA para ler e percorrer!

    Perante os repetidos e históricos episódios de discriminação racial e violência policial, em Portugal e no mundo, assistimos a poderosas demonstrações de repúdio, força e solidariedade. O Jornal MAPA, na sua edição 28 (Agosto-Outubro), apresenta um conjunto de reflexões em torno de questões como a negritude, o privilégio branco, o racismo e o abolicionismo, dando voz a quem luta quotidianamente contra o preconceito. Para uma arqueologia das ideologias identitárias, recuamos até aos mitos fundacionais da chamada portugalidade, desmontando as falsidades da história Celta e de Viriato, hoje ao serviço de nacionalismos e fascismos cada vez mais extremados. Sobre o quotidiano pandémico das desigualdades sociais, assinalamos os despejos ilegais das casas ocupadas nos últimos meses e registamos aquela que foi a primeira concentração organizada por pessoas sem-abrigo em Portugal. No campo, e na linha da frente da defesa pelos territórios, acompanhamos sempre, e uma vez mais, as lutas das populações contra a febre de mineração do lítio, ou as que procuram recuperar das radiações que ainda perduram das minas de urânio de outrora; assinalamos a destruição do litoral alentejano, de Tróia a Melides, na vertigem do turismo; e, no interior alentejano, a saúde das pessoas que vivem sufocadas no mar de olivais superintensivos. Neste MAPA olha-se ainda para a estratégia do Hidrogénio, para a recordação do Rio Tua na luta, ainda presente, pelos rios livres e selvagens e fala-se das ervas vagabundas nas nossas ruas. Partilhamos ainda o que ouvimos de Euclides Mance em relação aos circuitos económicos solidários, da fotógrafa Urzula Zangger recordando a arte humana de Vieira da Silva e do Arpad Szenes, do pianista Tiago Sousa num diálogo com Kierkegaard sobre a crise pandémica e de Júlio Henriques sobre a revista Flauta de Luz. E mais há para descobrir neste número do Jornal MAPA, que surge nas vésperas da edição do livro “Transumano Mon Amour. Notas sobre o Movimento H+”, as crónicas de Andrea Mazzola publicadas neste Jornal entre 2015 e 2019.

    Para leres – e apoiares a continuidade do MAPA –, faz já a tua assinatura de 6 edições (15€ normal / 20€ solidária) escrevendo para assinaturas@jornalmapa.pt ou aqui. O que não impede que dês um salto aos lugares inconformados onde podes encontrar estas 48 páginas trimestrais de informação crítica

  • Mapa #25 na rua

    Mapa #25 na rua

    A edição 25 do Jornal MAPA está aí! Neste número somos assombrados por essa outra luz de Lisboa projetada pela fúria imobiliária sobre a grande Lisboa. Do centro à periferia, uma profunda crise de habitação toma lugar com o aumento das rendas, das desigualdades e dos despejos. Mas há uma resistência que cresce pelo direito à cidade contada nestas páginas.

    Destaque ainda na edição de novembro-janeiro, para uma conversa com a investigadora Dulce Morgado Neves sobre como se nasce em Portugal: em torno dos partos e dos direitos das mulheres. Papel das mulheres igualmente sublinhado noutro artigo, desta feita em torno da defesa dos terrenos comunitários na Galiza. A defesa da terra e da vida cruza-se ainda com outros e variados artigos, que vão desde as lutas anti mineração a crónicas sobre a Amazónia ou em torno do paganismo e a espiritualidade no Ocidente.

    Já outra conversa levou-nos, em tempos de crise da representatividade, a falar sobre auto-organização e democracia direta com Jorge Valadas, autor do recém-editado “O Socialismo Selvagem”. Sobre os novos contornos do mundo do trabalho há ainda neste número olhares às novas formas de greve ou ao distópico, mas real, mundo das plataformas de tradução e legendagem. Noutras latitudes, destacaríamos o relato em primeira pessoa dos atrozes campos de migrantes na Bósnia.

    Tudo isto e muito mais nas 48 paginas do Jornal MAPA à venda nos locais habituais ou que podes receber em casa, apoiando a continuação de um projeto de informação crítica,  ao fazeres uma assinatura em www.jornalmapa.pt [6 edições por 12,5€  ou 20€, subscrição solidária].

  • Mapa #20 nas ruas

    Mapa #20 nas ruas

    Na foto da capa, uma enxada é erguida ao alto sobre as encostas enegrecidas dos incêndios do ano passado. Para lá do fumo, antes que o fogo venha é um caderno especial do Jornal MAPA, ou seja, uma compilação de artigos sobre o fogo e o território por entre histórias de resiliência. De florestas e gentes que renascem das cinzas, para se reencontrarem na interajuda e num sentido de comunidade com a natureza. Nessa foto de capa, a luz incide sobre a beirã aldeia de Barco, onde a população se ergueu contra a mineração projetada nas encostas da serra da Argemela. Os holofotes da presente edição viram-se também para a febre do lítio e os conflitos ambientais da mineração.

    Dos testemunhos que nos falam de novas formas de viver e de repensar a floresta, as aldeias e as serras, haverá uma ponte com a entrevista à Cooperativa Minga, em Montemor-o-Novo, de economia de proximidade e autonomia, e com a experiência de agroecologia realizada na Aldeia do Vale. Noutras latitudes, há um olhar sobre a Grécia onde o Estado deixou de garantir muitos serviços essenciais mas a auto-organização não se fez esperar e as okupas de Atenas são a face da solidariedade internacionalista. Noutras páginas, uma análise histórica da cidade resume as tensões urbanas vividas diariamente nas urbes em transformação.

    Destaque ainda nesta nova edição do Jornal MAPA para uma visão não comemorativa do Maio de 68, com dois testemunhos de análise e crítica, que recordam que as coisas acontecem quando menos se espera. Como não se esperava que o precariado invísivel dos estafetas se estivese a transformar num movimento reivindicativo transnacional e transversal a diversas plataformas de entrega, uma das outras histórias que ainda não acabaram.

    Para completar esta 20ª edição, há ainda espaço para um relato do encontro de mulheres em Mar­ço de 2018, nas montanhas de Chiapas, um olhar sobre os conflitos no Myanmar, notas sobre Biopolítica e as recensões baldias. Um jornal que pode continuar, face ao apoio e amizade de tanta gente, numa campanha de crowdfunding, nos escancarou as portas para continuarmos nas ruas e a chegar à casa de leitores e as assinantes, cujo número, ainda assim, gostaríamos de ver crescer.

    Compra-o perto de casa ou recebe-o no conforto da tua tenda.

  • Crowdfunding Jornal Mapa

    Crowdfunding Jornal Mapa

    O Jornal MAPA lança hoje a sua primeira campanha de crowdfunding no PPL – Crowdfunding Portugal. O projeto necessita de 6000€ até 16 de Março de forma a garantir a sua continuidade. Entre leitores, apoiantes e colaboradores podemos manter o MAPA nas ruas muitos anos.

    Apoia a Informação Crítica e Livre.

    Contribui aqui

     

    O QUE É
    O MAPA é um projeto de informação crítica que edita, trimestralmente, o jornal MAPA em papel e anima o site jornalmapa.pt. Foi fundado em 2012 e desde então publicou 18 edições, tendo começado com apenas 16 páginas e chegando hoje às 48.Notícias, reportagens, ilustrações, factos e opiniões, a partir de uma perspetiva livre e, portanto, longe da esfera de influência de partidos políticos ou grupos económicos de qualquer cor ou sabor. O MAPA propõe nas suas páginas o desenvolvimento da crítica enquanto alimento e incentivo do pensamento e de práticas de autonomia e liberdade em todos os aspetos da vida. Um jornal gerado a partir de um coletivo de diversidade libertária, que vê na informação uma ferramenta para a transformação social, e num projeto de informação a criação de uma alternativa consistente aos espaços informativos dominantes em Portugal, ligados, na sua maioria, a grandes interesses políticos e as grandes corporações de media.

    O MAPA é uma ferramenta na divulgação das ideias e dos debates que se desenvolvem em torno de lutas sociais, ambientais e económicas, que nascem na sociedade portuguesa e no resto do mundo.

    Nas suas páginas têm presença habitual temas estruturantes da atualidade, como as transformações e os processos destrutivos do território rural e natural, as implicações ecológicas e sociais dos modelos de desenvolvimento, como o energético e alimentar, impostos aos habitantes deste planeta, a violência policial, o controlo do Estado sobre os cidadãos, as cidades e o espaço urbano. O MAPA é um canal de comunicação mas também um território de resistência em tempos de guerra.

    COMO FUNCIONA
    O projeto é pensado e gerido por um coletivo editorial que se organiza de forma horizontal e através da Associação Mapa Crítico, onde o uso dos recursos online são essenciais dada a dispersão geográfica dos seus elementos. É em assembleia que são tomadas as decisões sobre o que publicar e como organizar as edições e toda a estrutura. No MAPA o trabalho é voluntário, seja ao nível das colaborações, como a escrita de artigos, ilustração, fotografia e design, seja ao nível da distribuição e a gestão do projeto em papel e na web. O coletivo segue também um modelo aberto em que propostas podem ser apresentadas vindas de leitores, da sua comunidade de apoiantes ou do público em geral.

    DO QUE PRECISAMOS
    O financiamento provém maioritariamente do sistema de assinaturas, de donativos e, numa parte mais reduzida, da venda direta de exemplares. Devido ao crescimento da sua estrutura (aumento do numero de colaboradores e da rede de distribuição) existe uma necessidade crescente de recursos e concretamente, de dinheiro. Após cinco anos, a conclusão é de que necessitamos de uma base sólida e permanente de financiamento para fazer face a este crescimento e à necessidade de continuar por muitos mais anos a publicar informação crítica.

    Para fazer frente ao ano de 2018 necessitamos de 6000€. Estes custos, abaixo dos custos reais do projeto, são o limite inferior que garante a nossa sobrevivência e nos permitem planear, de forma confortável e segura, o futuro económico do projeto sem interromper a publicação do jornal.

    As contas claras:
    Comissão PPL: 516,60€
    Impressão do jornal mapa: 3.564,21€ (65%)
    Distribuição: 1.096,68€ (20%)
    Custos fixos: 822,51€ (15%)

    FOLHEIA O JORNAL ONLINE

    Se queres conhecer melhor este projecto, no nosso website podes encontrar todas as edições anteriores e lê-las gratuitamente, AQUI.

    O MAPA CELEBRA O SEU 5º ANIVERSÁRIO E IRÁ ORGANIZAR UM GRANDIOSO EVENTO FESTIVO CUJOS FUNDOS REVERTEM TOTALMENTE PARA O JORNAL – FICA ATENTO.
  • O Mapa disponível num espaço perto de ti

    O Mapa disponível num espaço perto de ti

    O Jornal MAPA pretende alargar o leque de lugares e projectos com acesso à edição em papel por Portugal e Galiza. Nesse sentido gostaríamos de fazer um apelo a diversas iniciativas e projectos, com ou sem espaço físico e que tenham interesse, para que nos contactatem para que possamos dar a conhecer o jornal MAPA.

    Procuramos quem possa ter o jornal à venda, seja no seu espaço, ou seja simplesmente por entre o seu circulo de amigos/as e conhecidos/as.  Contacta distribuicao@dev.jornalmapa.pt.