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Lendo: Música sem filtros [vol. 2]

Música sem filtros [vol. 2]

Música sem filtros [vol. 2]


O Jornal MAPA lança o segundo volume de Música Sem Filtros, um conjunto de compilações em formato digital onde diferentes artistas e bandas se mostram solidários com este projecto de informação crítica. Persistimos, deste modo, na ideia de juntar a música ao espírito crítico e inconformado. Cada participante doa um tema próprio, revertendo as receitas desta compilação para o MAPA, cada vez que se descarregam as músicas do Bandcamp.1
O segundo volume compilatório abre com os clássicos SKAPARAPID, banda ska de Valência que se mantém viva desde 1993 sem nunca abandonar os compromissos com a luta social. Prossegue com o reggae de RAS MJ SOULJAH, da Cova da Moura, o rap reggae de tradição cabo-verdiana de BDJOY – da escola musical e afrodescendente de Batoto Yetu (associação juvenil de bairro) – e vai à Lourinhã com o hip hop de intervenção de TK & PIKA. Seguem-se os beats do jovem MORAIS e a viagem pelo free jazz instrumental de RICARDO BARRIGA. De Setúbal, os ritmos aceleram com o punk rock pirata de BLACK JOKE e voam para o Brasil com o hardcore old school dos QUESTIONS, de São Paulo, para regressar a terras mais próximas com o punk rural do Porto dos TRASHBAILE. A compilação encerra mantendo a ruralidade, desta vez electronicamente experimentada a partir da margem sul do Tejo, com PUÇANGA.
Música Sem Filtros (vol. 2) é, assim, mais uma edição onde a música, a intervenção e a informação andam de mãos dadas, uma companhia que, no caso do MAPA, cujas raízes profundas do seu colectivo se podem encontrar perto de um palco, faz todo o sentido.
Na primeira compilação Música Sem Filtros (vol. 1) – já depois da reedição em CD da k7 VIVER / FESTA, dos C.O.M.A., colectivo hip hop anarquista de finais de 1990 – havíamo-nos estreado com o rap crioulo das periferias de Lisboa de KARLON KRIOULO; de BOSS e ainda das cumplicidades deste último com CALLA LA ORDEN, de Burgos. Juntou-se-lhes o rapper/activista Luso-Angolano BRUCE GEE, enquanto SCÚRU FITCHÁDU deu voz, igualmente em crioulo, à critica social num Electro Funaná Punk Hardcore. Todos eles acompanhados ainda pelo punk rock no feminino de ANARCHIKS, o streetpunk antifa de ALBERT FISH, o anarcopunk folk gerado em Lisboa pelos SHARP KNIVES, sem esquecer a atitude interventiva do reggae de FREDDY LOCKS.

musicajornalomapa.bandcamp.com

 

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