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Lendo: A Montanha Zapatista nos Açores

A Montanha Zapatista nos Açores

A Montanha Zapatista nos Açores


Na manhã do dia 11 de junho as zapatistas aportaram aos Açores a bordo da Montanha, assim rebatizado o veleiro que atravessa o Atlântico com a comitiva zapatista que a 3 de Maio saiu do México em direção à Europa. Dentro de dias chegarão a Vigo, na Galiza, onde serão esperados por diversos apoiantes, muitos deles vindos desde os vários pontos da Europa, que acolherão as/os/oas zapatistas que prevêem percorrer a Europa «dos de baixo». A comitiva que agora chega é um primeiro marco nesta viagem pela vida, como é apelidada pelos insurgentes indígenas de Chiapas.

Pelo tempo e calendário da geografia mexicana «seriam as 22:10:15 horas do 10 de Junho, quando, entre as brumas da madrugada europeia, desde o cesto da gávea de La Montaña se alcança vislumbrar a montanha irmã, Cabeço Gordo, na ilha do Faial do arquipélago dos Açores, região autónoma da geografia chamada Portugal, na Europa.». Assim relata o Subcomandante Galeano, transmitindo no site zapatista, o relato que lhe chega da viagem.

«Seriam 02:30:45 de 11 de Junho quando avistamos, já de muito próximo, as costas do porto da Horta humedecendo os olhares do navio e tripulantes. Nas montanhas dos Açores eram 07:30 da manhã desse dia. Seria 03:45:13 quando uma lancha rápida da autoridade portuária da Horta se aproximou de La Montaña para indicar onde haveriam de fundear. Seriam 04:15:33 quando o navio fundeou frente às outras montanhas. Seriam as 08:23:54 quando o bote da Capitania do Porto recolheu os tripulantes de La Montaña e os levou a terra para as testagens PCR de Covid, e os trouxe de volta ao barco para esperarem os resultados. Em todo o momento a “Autoridade Marítima”, no porto da Horta, comportou-se com amabilidade e respeito.»

A tripulação encontra-se animada e nesse seu breve testemunho deixou «para reflexão» o «lema dos Açores» que é «Antes morrer livres que em paz sujeitos». Acrescentando como «ao longe, a oriente, as colunas de Hércules [estreito de Gibraltar] – que no seu tempo eram o limite do mundo conhecido –, olhavam assombradas uma montanha que navegando desde o ocidente vêem».

Em Portugal diversos indivíduos/as/as continuam a organizar-se para acolher os zapatistas. Para o efeito foi lançado um crowdfunding para financiar a Gira Zapatista em Portugal.


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Jornal Mapa

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